quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Soneto de Infidelidade

Es/ta/va/ di/ri/gin/do/ pe/la es/trada
can/sa/do/ pe/lo/ tra/ba/lho e/xaus/tivo
ver/me/lha/ luz/ me o/bri/gou/ a /pa/rar
e a/ men/te/ de/ci/diu/ brin/car/ co/migo

Foi/ só/ por/ u/ma/ fra/ção/ de/ se/gundo
en/quan/to ou/vi/a a/ nos/sa/ me/lo/dia
fo/ra/ bom/ lem/brar/...lá/bios/...la/bi/rintos...
Lam/pa/ri/nas/ que/ já/mais/ se a/pa/garam.

Foi/ só/ por/ u/ma/ fra/ção/ de/ se/gundo, 
mas/ eu/ pu/de/ sen/tir/ o/ seu/ per/fume 
o/ qual/ eu/ já/ não/ ti/nha/ mais/ lem/brança.

Pu/de/ sen/tir/ o/ ma/cio/ do/ seu/ seio
a/ca/ri/ciar/ o/ meu/ na/riz/ com/prido
na/ ho/ra/ que/ pe/diu/ pa/ra eu/ bei/já-lo.

Em homenagem ao professor Antônio Guimarães e a Vinicius de Morais

Denis Batista Bottoni

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Relacionamentos


O término

De repente você escuta as palavras. Elas jamais são esperadas, pois, por mais que tenham vindo sinais, você estava cego para enxergar. 
E aí todo o feito de desfaz, todo o plano se rompe, todo o desejo sonhado é assassinado. E você fica tentando encontrar um por quê. Tentando explicar o inexplicável.
Ah! mas você se lembra de erguer a cabeça, não permite que seu orgulho seja ferido mais do que já está, muitas vezes, um grande erro, outras quem sabe não.
Mas isso já não importa mais, o acordo, sim você acaba de perceber que era um acordo, no fim das contas é um acordo. O acordo que permitia as bocas se tocarem e abraços apaixonados expirou, sem aviso prévio, de um segundo para o outro, tudo que vinha te fazendo mais feliz nos últimos dias, meses ou anos não é mais permitido. E, imediatamente, nessa mesma despedida você tem de abrir mão de tudo isso. Como um sem teto que acabou de sair em disparada pois sua casa acabara de desmoronar sem lhe dar tempo, nem ao menos, de buscar seus documentos.
Em choque você começa a querer se livras de tudo que possa lembrar-te do que você jamais quisera esquecer, e nunca planejou esquecer. Alianças vão para os rios mais sujos, fotografias queimam e viram cinzas, cartas são rasgadas e descem pela descarga.
E o pior ainda está por vir, o amanhã no qual você acorda querendo acreditar que fora apenas um pesadelo. Os dias seguintes, as semanas seguintes. Bem aventurado aquele que não vê mais a pessoa amada, pois os dias de ressaca são, geralmente, reduzidos.
E como consolo, uma única certeza, o tempo é sempre agulha e linha que dão os pontos, mesmo que fiquem as cicatrizes. 

A volta

Os dois voltam a se olhar depois de um encontro amigável, já passaram tempo demais sem o outro, algo que tinham esquecido ou nem sequer sabiam existir agora é percebido, um vulcão retorna à erupção.
Já não consegue pensar no que é certo, ou melhor, para si ou para ela.
Sabe que não a deixará ir embora, mesmo porque, vê nos olhos dela que não irá ao menos que seja mandada, e isso, ele não consegue mais fazer, na verdade, nunca conseguira.
Começa a ficar desesperado, não deseja voltar àquilo tudo, a vida, por mais que doída,  estava caminhando muito bem sem ela, ou era o que ele se esforçava a sentir, tanto faz, o  fato é que tinha êxito em sua mais nova tarefa, viver sem a presença dela.
Acostumara-se a isso, e agora ali se encontrava, como um tetraplégico amaldiçoando o descontrole sobre o próprio corpo.
O leitor que me perdoe à franqueza, mas um sentimento de foda-se rasga-lhe os pensamentos que até então o bloqueava, sabe que precisa descongelar a cena na qual se encontra e já  percebe o único jeito.
Orgulho e medo por que me abandonaste? O novo primeiro beijo após centenas deles, expressão tão esdrúxula quanto "morreu pela segunda vez", tem inicialmente um gosto amargo, o gosto da derrota para si mesmo, depois, o gosto quase divino das paixões adolescentes quase platônicas misturado com muita saudade, além do gosto salgado das lágrimas que imediatamente escorreram de seus olhos, como dois rios que se encontram para desaguar no mar de ondas que vem e vão ao movimentar das línguas, todos esses sabores juntos eram desesperadoramente deliciosos.
Não sabiam se o acordo de alguma forma poderia estar se restituindo, se o contrato era agora renovado, e era justamente o que não queriam nem precisavam saber. Como não precisaram saber que aquele reencontro os levaria obrigatoriamente a isso.
Quando conseguem parar, respiram, e se olham, dois segundos são suficientes para que possam enxergar uma cláusula adicionada, por debaixo de uma lágrima dos olhos de cada um lê-se, contrato permanente. Abraçam-se.  

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

[...]Por tanto tempo se questionou, o coração ferido não a deixava acreditar, até que teve uma grande idéia. Pediu algo impossível, que a fizesse voltar no tempo, percebeu que antes de desapontá-la, ele parou para pensar num jeito. Teve certeza, enfim, ele a amava.[...]

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quando...

Quando você reler os seus versos,
e perceber que não mais os intende,
saberá que de duas uma,
ou escrevera algo grandioso,
ou uma bobagem muito grande.

Mulher

"Tu és divina e graciosa."
És adorável, fábulosa.
Tuas curvas são como as de nenhuma outra,
... teus cabelos, á! Os teus cabelos a deslizar em meu peito.

E dale asas a imaginação...
E verei onde vou parar,
se! eu conseguir parar.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fazer versos é a arte de dar várias voltas coloridas num carrossel para de fato dizer de uma a três palavras. Geralmente Eu Te Amo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Bobageando

Que sentido faz chamar de amor
Se continuamos a nos apaixonar depois disso?...

Se afinal existe amor,
o que ele é?
Não aceito reduzí-lo a conformidade
Quero amor, e que seja de verdade

Por que as pessoas se casam?
Com quem e quando se casam?
Não pode ser simplesmente no momento apropriado
Com a pessoa que, por sorte ou azar, pertencia a esse momento.
Alguém, por favor, me prove que essa não é a realidade.
Pois eu quero amor, e que seja de verdade.

E do que se trata a separação?
Será busca pelo amor verdadeiro?
Ou simples inconformismo,
o contrario de amar é não aceitar? É querer mudar?
Não pode ser, mas
pessoas passam a vida inteira experimentando amores,
e morrem não com o verdadeiro, mas com o último.
E se, por fim, existe o perdão,
no amor divíno, onde se encaicha a igualdade?
Porque todos queremos amor, e que seja de verdade

... Ou não?!
Senhor! Será que eu nunca amei, e nunca fui amado?!